A Dona da Disney

Mineápolis, cidade mais populosa de Minnesota, estado norte-americano. Ao lado de Saint Paul, capital do estado, o município forma a 15ª maior região metropolitana dos Estados Unidos, conhecida como Cidades Gêmeas.

Foi lá, em meio ao clima frio e congelante do norte estadunidense e dos Grandes Lagos que Jami Irwin nasceu e viveu sua infância, marcada por filmes e desenhos da Disney.

“A razão por eu ter feito Design Gráfico na faculdade é por querer trabalhar na animação da Disney, na criação de histórias, ter a oportunidade de trazê-las do papel para a realidade”, explica Jami, que viria a se graduar pela Universidade de Minnesota no futuro.

Durante sua permanência na universidade, ela tomou uma decisão que mudaria sua vida para sempre. Jami se inscreveu no College Program da Disney de Orlando, na Flórida.

“Eu adorava passar tempo com crianças, então sempre acreditei que a Disney era o lugar certo para mim”, ela comenta.

Jami atendendo clientes como Guest Relations no Magic Kingdom

A experiência seria completamente oposta ao que ela estava acostumada a encontrar em Mineápolis. O clima da Flórida, predominantemente quente e úmido no sul dos Estados Unidos, a acolheria de braços abertos para conhecer um mundo totalmente novo.

No total, Jami trabalharia em três programas universitários diferentes. Primeiro, ela entrou em Merchandise na Disney Store, em Downtown Disney, hoje conhecida como Disney Springs. Em seguida, foi para Vacation Planning no Epcot, função que cuida da venda de ingressos do parque.

Tendo a opção de estender seu programa, Jami migrou para a função Attractions no brinquedo Journey Into Imagination With Figment e no cinema 4D Disney and Pixar Short Film Festival.

O trabalho continuava sendo no Epcot, mas dessa vez ela sentiu que ali havia algo especial.

“Acho que, dos programas universitários, esse foi meu favorito. Eu não esperava gostar o tanto que acabei gostando, fiz muitos amigos maravilhosos. Era uma atração menos movimentada, isso colaborou para ter mais interação com as pessoas, então eu definitivamente amei o Figment”, conta Jami.

Ela gostou tanto do trabalho enquanto universitária que decidiu fazer sua carreira em Orlando.

Ao lado do City Hall, ela acena aos visitantes do Magic Kingdom durante o show Happily Ever After

Após se formar, Jami foi contratada para trabalhar em tempo integral em funções como instrutora educacional no Conservation Day Camp do Animal Kingdom e The Seas With Nemo and Friends do Epcot e se especializou por meio de programas educacionais extracurriculares dentro da Disney, entrou para o Guest Relations e Tours do Magic Kingdom.

Hoje, Jami é guia do VIP tour mais importante do Magic Kingdom, o Keys to the Kingdom. O exclusivo tour mostra os princípios não só de Walt Disney e de toda a propriedade do Walt Disney World, mas também da empresa como um todo e o que é preciso para fazer toda a operação funcionar.

“Ser um tour guide no Keys é espetacular, especialmente porque nós temos a oportunidade de mostrar a todos que a magia não simplesmente acontece, ela é criada por todos os cast members que trabalham duro por aqui”, afirma Jami.

“As pessoas frequentemente chamam de Tour de Arruinar a Magia, mas eu acredito que seja exatamente o oposto, se trata do Tour de Aprimoramento da Magia. É uma ótima chance para que as pessoas possam aprender bastante sobre nós”, ela completa.

Jami em ação como guia do Keys to the Kingdom

Uma dezena de experiências de trabalho no Walt Disney World durante os anos trouxe Jami mais perto de múltiplas culturas espalhadas pelo mundo.

Os programas internacionais universitários e de representação cultural são responsáveis pela diversidade cultural do Walt Disney World. Para Jami, a contribuição dos estrangeiros é essencial para a operação dos parques e hotéis de toda a propriedade.

“Recebemos visitantes de todos os cantos do mundo todo e ter cast members de tantas nacionalidades diferentes nos ajuda a ter uma melhor experiência no atendimento ao cliente. Assim, nós podemos antecipar melhor as suas necessidades e resolvê-las para que elas se sintam da maneira mais confortável possível aqui”, ela completa.

Jami ressalta que suas experiências não seriam as mesmas sem a presença dos representantes culturais nos parques e hotéis da Disney, pois eles as tornam muito mais empolgantes.

Se não fosse por eles, eu não teria crescido o tanto que cresci por aqui. Aprendi muitas palavras e costumes diferentes, meu namorado era da Austrália. Eu posso dizer que já conheci pessoas de todos os continentes, exceto da Antártica. Eu pude aprender muito mais com eles e não só pelas minhas experiências crescendo em Minnesota”, conclui Jami.

Preparada para mais um dia de trabalho, Jami posa em frente à uma vazia Main Street

 

 

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